Governo de Santa Catarina proíbe retirada, comercialização e consumo de moluscos
O Governo do Estado de Santa Catarina, por meio de sua Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca, emitiu nota técnica nesta quinta-feira, dia 26 de maio, proibindo a retirada, comercialização e o consumo de moluscos bivalves em todo o seu litoral. Ou seja, preventivamente, estão interditadas as áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieras e berbigões no Estado. Tal proibição se dá devido à constatação da presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar.
O Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC realizou exames laboratoriais que detectaram a presença da toxina diarreica (DSP) em cultivos da localidade de Caieiras da Barra do Sul em Florianópolis, e também detectaram alta contagem de algas produtoras de toxinas em localidades de produção de moluscos da Enseada do Brito em Palhoça, Ganchos de Fora em Governador Celso Ramos e Laranjeiras em Balneário Camboriú.
Todo o litoral catarinense está interditado com a intenção de se preservar a saúde pública, uma vez que existe a possibilidade da contaminação desses moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada.
“A toxina diarreica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e, por isso, os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2014, 2008 e 2007”, explica a nota de imprensa emitida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca.
Para monitoramento das áreas de produção, novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas, e os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas. O Governo espera que as toxinas produzidas pelas algas desapareçam em alguns dias, sem prejuízos financeiros aos maricultores, uma vez que a produção permanecerá ativa nas áreas de cultivo.
De acordo com a nota divulgada pelo Governo do Estado, as instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicados para que tomem as providências pertinentes às suas áreas de atuação.
Por fim, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca de Santa Catarina informa que os sintomas causados pela DSP são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais. Eles se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias, independente de tratamento médico.
Clique aqui e confira a nota técnica sobre o tema, emitida pela Cidasc.
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